sexta-feira, 15 de abril de 2011

Programa organizador de horário escolar online.

    Hoje é sexta feira, a equipe do NTE Ananin separa este dia da semana para investir em sua auto formação. Procuramos conhecer as novidades tecnológicas que podem ser úteis para as escolas, ou simplesmente estudar mais determinado assunto. 
   Observando o período de lotação percebemos a grande agonia que é para a direção da escola, e até mesmo de alguns professores que se arriscam em organizar o "temido" horário dos professores e turmas.
   Sabemos que esse trabalho não é nada fácil, pois se deve considerar a disponibilidade de cada docente, que ensinam em dias e escolas diferentes, as disciplinas, os dias e os horários. Geralmente esse processo é um pouco estressante e pode mudar constantemente se for esquecido algum detalhe, privilégios de dias e horários para alguns, "janelas" para outros é algo quase que inevitável dependendo do tamanho da escola.
   De acordo com um colega, que já utilizou programas pagos "organizadores de horários"; tais programas seriam "falhos" e deixariam muitas "janelas" (tempo vago no dia do professor), o que num horário escolar real tende-se a se evitar ao máximo, privilegiando-se um ou outro professor. A grande questão é que nem sempre se sabe que critérios seriam esses.
    Pesquisando na web encontrei um site chamado times'cool que ao contrário dos demais trabalha com a possibilidade de privilégio. Mas pode-se se adotar outro critério dependendo do organizador.
Hoje o testei para tentar organizar o horário de um turno de uma de nossas escolas, (17 turmas, 26 professores) mudando e reeditando privilégios e percebi que apareceram muitas "janelas" (20), não contemplando todas as disponibilidades. No entanto, é bem útil se a escola for pequena e com poucos professores. Recomendo usar como apoio de dados.
Apenas  é necessário fazer um rápido cadastro.
Eis o site( clique na imagem) : http://timescool.lotimiza.com/
Há nele uma aba chamada "aprenda a usar" onde é ensinado passo-a-passo como utilizá-lo.

Repassem! e compartilhem depois conosco sobre sua experiência com ele.
Abraço a todos e um ótimo final de semana.

Prof. Eric Siqueira.

Jornada Pedagógica Joaquim Viana


    A escola Joaquim Viana, mesmo em reformas, realizou sua Jornada Pedagógica da qual participamos com a Palestra Tecnologias na Educação: Possibilidades e Desafios.
   O Momento foi oportuno, pois a escola está concluindo a reforma da Sala de Informática e os computadores, que são novos, estão em fase de instalação. Portanto, para o ano letivo de 2011 a escola contará com esse novo espaço pedagógico.
   Um fato importante constatado nas reflexões construídas durante a palestra: As tecnologias de informação e comunicação - TIC fazem parte do nosso cotidiano e são facilmente assimiladas e trazidas para o convívio  da escola pelos alunos.
  Criar estratégias para a utilização das TIC como recurso pedagógico é um grande desafio para o qual muitos professores não se sentem preparados.
   Exprimimos nosso desejo de construir um espaço para formação de professores e alunos na escola.
   Percebemos na figura da diretora Faneide um grande interesse em otimizar os processos de ensino e aprendizagem com os recursos tecnológicos.
   Estamos esperamos o início do ano letivo no Joaquim Viana, que deverá ocorrer agora em abril, para iniciarmos os cursos e oficinas.
Post e Fotos: TC

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Voo do Falcão


Participar da Jornada Pedagógica da escola Escola Walter Bezerra Falcão e ter a oportunidade de colaborar com a construção de projetos que podem mudar a dinâmica das relações no espaço escolar é, no mínimo, gratificante.
Em nossos encontros, diante da ansiedade de uns e do receio de outros o que realmente ficou marcado durante a fala de professores e técnicos foi a grande vontade de mudar.
Ter as tecnologias a favor da aprendizagem - o celular e o orkut que antes foram banidos da escola - contribuindo para a produção de algo novo, servindo de elo entre alunos e professores e não de instrumento de discórdia ainda é algo a ser construído. 
Contudo, o primeiro passo foi dado, a busca pela formação e pela parceria com o NTE na construção de uma proposta interdisciplinar tendo como foco a música nos enche de entusiasmo.
Os desafios a superar serão muitos e todos terão que construir rotinas diferenciadas, horários reestruturados e muito trabalho em equipe.
Estamos felizes em poder fazer parte desse desafio, em levar o Pororoca Sonora para o convívio da escola, construir juntos uma rádio escola. Afinal, o "Falcão" sempre alça voos altos e belos.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Material de Qualidade



   Em uma "missão especial de busca e transporte" eu e o profº Eric fomos até o depósito de materiais da SEDUC que fica localizado na estrada do outeiro.
A missão era apanhar o material - apostilas e dvd's - dos cursos do Proinfo Integrado enviados pelo MEC aos NTE's.
   Após quarenta minutos de estrada encontramos o depósito, construído em uma imensa área em frente ao Curtume Ideal carregamos as caixas e partimos de volta ao Nte Ananin.
   O material surpreende pela qualidade são fascículos de capa dura com dvd's contendo material complementar, textos, tutoriais, vídeos e animações... Conhecimento suficiente para construção de uma formação sólida proporcionada pelos NTE's.
    Na imediata distribuição dos livros e dvd's aos alunos do curso de Introdução à Educação Digital podemos perceber que o material de qualidade também contribui para o entusiasmo do cursista e do formador.

Post e fotos de celular: TC

FESTA DO INTERIOR - ESCOLA ATIVA


O NTE Ananin participou do 6° módulo de formação do Programa Escola Ativa, do dia 04 a 09 de abril de 2011, no Hotel Beira Rio em Belém.
Segundo o Ministério da Educação, o programa Escola Ativa busca melhorar a qualidade do desempenho escolar em classes multisseriadas das escolas do campo. Entre as principais estratégias estão: implantar nas escolas recursos pedagógicos que estimulem a construção do conhecimento do aluno e capacitar professores. Neste 6º módulo foi feita a formação de instrutores na instrumentalização de Professores para a utilização das TICs em salas de aulas. O NTE Ananin participou do evento dando assistência na turma do Profº Joelder, Multiplicador e Coordenador do NTE de Abaetetuba.
Um encontro com este sempre nos surpreende. A diversidade e a peculiaridade regionais do nosso estado é estampada através de um mosaico dos estágios de desenvolvimento dos municípios. Professores e coordenadores municipais fizeram relatos das dificuldades para a implementação da informática na educação rural, falta de energia elétrica, ausência de equipamento e de infraestrutura. A pesar dos reclames, a formação foi feita em clima de muito otimismo de que as TICs possam chegar na escola rural criando um ambiente mais atrativo, interativo e dinâmico no processo de ensino/aprendizagem. Um encontro como este deixa várias lições de aprendizados para todos. Em um relato de uma professora da região rural de Itupiranga-PA, mostrou salas de aula embaixo de arvores mais ressaltou a importância da formação para os professores criarem a cultura da utilização do computador na preparação do material didático.
São diversas as justificativa para a utilização da informática na educação mesmo no caso de áreas onde não se pode ligar um computador. Sem o conhecimento básico da utilização da informática na educação fica impossível fazer uma diagnose de necessidade dessa ferramenta, por exemplo.
 Post: Marco Buro

terça-feira, 12 de abril de 2011

Portaria de Lotação 023/2011


 Fonte: Google

Após a publicação da tão esperada Portaria de Lotação 023/2011, pela Secretaria de Estado de Educação, verifica-se a permanência da LOTAÇÃO E CARGA HORÁRIA nos Laboratórios de Informática.

Os critérios para lotação são:

1. Disponibilidade de tempo do (a) professor (a) para assumir a carga horária da sala de informática. O(a) professor(a) só poderá deixar a carga horária de sala de aula se houver substituto - a sala de aula tem prioridade;

2. O (a) professor (a) precisa ter feito os cursos do PROINFO Integrado nos NTEs (Introdução à Educação Digital, TIC na Educação e Elaboração de Projetos ou ser especialista na área de tecnologias na educação);

3. Projeto com plano de ação a ser implementado na sala de informática que será analisado/assessorado e acompanhado pela CTAE/NTEs.

 Colocamos abaixo os itens referentes ao Artigo 11 da portaria que trata destes espaços pedagógicos. Confira:

“ Art. 11 - A lotação de professores e Programas e Projetos, previstos no Projeto Político Pedagógico de cada Escola, deverá obedecer aos seguintes critérios:

(...)

II - Apresentar documento comprobatório de participação nos cursos promovidos pelos NTE's da SEDUC, para lotação de professores nos Laboratórios de Informática;

(…)

IV - Será lotado um professor por turno, com as vantagens do magistério, com a carga horária de 30 (trinta) horas semanais, nos turnos da manhã e tarde, e com a carga horária de 25 (vinte e cinco) horas semanais no turno da noite, devendo apresentar um Plano de Ação integrado ao Projeto Político Pedagógico da escola, devidamente autorizado pela SAEN;

V - A permanência da lotação do professor e Programas e Projetos, fica condicionada à Avaliação Anual de Desempenho do Projeto que deverá ser realizada pela SAEN; (...)”.


Dessa maneira, dissipam-se os receios e angústias dos diversos profissionais lotados nos espaços pedagógicos.

A equipe de formadores do NTE Ananin está à disposição dos interessados para orientação e maiores esclarecimentos sobre lotação em sala de informática e elaboração de projetos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

POÉTIC@ DIGIT@AL



Claro Curtas abre inscrições
Estão abertas as inscrições para o 3° Claro Curtas – Festival Nacional de Curtíssima Metragem, que este ano tem como tema “O tempo do agora”. A ideia é que os concorrentes expressem duas ideias sobre a importância e o aproveitamento do tempo na sociedade atual em vídeos de 30 a 90 segundos, feitos por meio de dispositivos móveis, como celulares ou câmeras digitais.
A partir deste ano, o festival será dividido em quatro categorias: alunos do ensino médio; universitários; participantes de ONGs, Pontos de Cultura ou cineclubes; e livre, voltada para os realizadores independentes.
Serão premiados oito vídeos, dois por categoria, além de prêmios para as instituições de ensino vinculadas aos vencedores. No total, serão entregues R$ 100 mil em prêmios. As inscrições encerram-se em 17 de junho.
Também no âmbito do festival, acontecem oficinas sobre produção, como parte do projeto Laboratório - Experimentação audiovisual, durante todo o ano. A primeira oficina será lançada na Bahia no dia 15 de abril, seguido pelo Rio de Janeiro, no dia 30 de abril, e Minas Gerais, em 11 de maio.

Informações e inscrições: www.clarocurtas.com.br


O Poética Digital é uma ação do Nte Ananin voltada para a utilização da imagem móvel e fixa - vídeo e fotografia - como recurso pedagógico e de produção autoral.
Entre em contato conosco e saiba com obter Assessoria nesta área.
Imagem: http://www.xblog.net.br
Post: TC
Depois de ler a crônica um nó ficou entalado na garganta.
O modo leviano e sensacionalista das coberturas jornalísticas e as declarações imediatistas das autoridades não remetem a reflexões construtivas.
O momento é de profundas reflexões, não de bravatas e sensacionalismos.
Precisamos rever a situação de nossas escolas que estão a mercê de toda sorte de violência. Foi em realengo mas poderia ser em qualquer outra escola do deste imenso Brasil.
Transcrevo o texto na integra para que suas palavras ajudem a digerir essa mágoa-luto e nos inspire a tomar ações concretas, em nossas salas de aula.

ALÔ ALÔ, REALENGO!
José Ribamar Bessa Freire
10/04/2011 - Diário do Amazonas
Não tinha amigos, não batia papo nem contava piada, nunca namorou, jamais lhe deram um cheiro no cangote ou alisaram sua mão, nunca transou, não torcia por time algum, nunca foi ao Maracanã, não xingou juiz de ladrão, de sua garganta jamais saiu um grito apaixonado de gol, não desfilou em qualquer bloco de carnaval. Passava o tempo na internet, em jogos eletrônicos, mas nunca recebeu um aviso no facebook solicitando: “me adicione como amigo”.
Esse filme a gente já viu. Ele é americano. Surge, agora, uma produção brasileira, um compacto que mistura roteiros das várias versões importadas dos Estados Unidos. Aqui o cenário foi uma escola em Realengo, no subúrbio carioca. O personagem principal invadiu a escola, executou friamente doze alunos e feriu mais de dez. Foram importados dos Estados Unidos seu nome – Wellington - e os dois apelidos - Sherman e depois Suingue, botados pelos colegas.
O primeiro foi inspirado na figura nerd de Chuck Sherman, “the Sherminator”, do filme American Pie. O segundo, no seu jeito desajeitado de caminhar, causado por uma perna ligeiramente menor que a outra, que produz um balanço, um ‘suingue’, no dizer debochado dos colegas. Na versão americana de Ohio, o aluno H. Coon, que entrou na escola e atirou em quatro colegas antes de se suicidar, também mancava e ficou conhecido pelo apelido de Deixa-que-eu-chuto.
A história de Wellington começa a ser contada, aos fragmentos, por colegas, vizinhos e irmãos adotivos entrevistados pela mídia, com registros esparsos sobre seu nascimento e sua passagem pelo mundo da família, da escola e do trabalho.  Aliás, ele não nasceu, foi excluído do ventre de sua mãe - uma moradora de rua com problemas mentais.   
Precisa de carinho
Na escola, usava calças com cós acima da cintura e meias até os joelhos. A menina mais bonita da turma se jogava em cima dele, fingindo assediá-lo, só pra sacanear. Ganhou fama de homossexual. Não reagia às agressões, à semelhança do estudante de origem sul coreana, nos Estados Unidos, Cho Seung-hui, que matou 32 pessoas na Universidade de Virginia e deixou uma carta dizendo ter sido discriminado como um bicho: “eu morro como  Jesus Cristo, para inspirar gerações de pessoas fracas e indefesas”.
Seguindo o modelo americano, Wellington também escreveu uma carta, “rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte”. Nela, deixou um testamento, legando sua casa para alguma instituição encarregada de cuidar dos animais abandonados, “pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar”.
Wellington não tinha o poder de se comunicar. “Mal ouvíamos a voz dele, vivia no mundo dele – contou uma vizinha. “Era muito calado, muito fechado e a galera pegava muito no pé dele, mas não a ponto de ele fazer isso – disse seu ex-colega Bruno Linhares, 23 anos, se referindo ao massacre. Precisava de proteção e carinho?
Outros colegas admitiram que o rapaz foi vítima de ‘bullying’ na Escola Municipal Tasso da Silveira, onde estudou de 1999 a 2002, quando sofreu constantes intimidações. “Além de tudo, ele ainda tirava notas baixas” – completou Bruno. No 8º ano, ficou em recuperação em quase todas as matérias.
A gente chorou muito pensando que Wellington matou aquelas 12 crianças em represália pelo que aconteceu com ele quando nós estudávamos juntos” – contou Thiago da Cruz, outro ex-colega, que usou o adjetivo assustador para se referir ao bullying e à chacota a que Wellington foi submetido. Em entrevista à Folha, reconheceu que não suspeitava do dano que cometeram e acrescentou chorando: “Não era para ninguém ter pago por uma coisa que nós fizemos”.
 “Ele era tímido e calado” – confirmou ao Globo o gerente da fábrica de alimentos Rica, sediada em Jacarepaguá, adiantando que Wellington permaneceu silencioso o tempo todo numa dinâmica de grupo realizada na firma, onde trabalhou durante dois anos como auxiliar de almoxarifado. A indústria, que abate 170.000 aves por dia e aloja cerca de 46 milhões de pintos, considerou “baixa” a produtividade dele.
Por isso, Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, foi excluído do trabalho, demitido em agosto de 2010. Ficou desempregado. Depois da morte da mãe adotiva, passou a morar sozinho mergulhado na mais extrema solidão. Não foi apurado ainda com que recursos ele sobreviveu nos últimos meses.
Nessa quinta feira, 7 de abril, vestido de preto e com duas armas, como o menino de Ohio, Wellington voltou ao local do crime - a escola onde estudou - para acabar com aquilo que o molestara. Incorporou o apelido de “the Sherminator”, encurralou e executou 12 crianças, feriu outras 13, quase todas mulheres, num banho de sangue nunca visto numa escola brasileira. Depois, ferido, se suicidou com um tiro na boca.
Escola de merda
Errou o alvo. Atirou no que viu e matou o que não viu. Ceifou os sonhos de Larissa,14 anos, que  queria ser modelo; de Bianca, a gêmea de 13 anos, que gostava de navegar na internet; de Mariana, 12 anos, o xodó da família, que adorava tirar fotografias; de Géssica, 15 anos, uma menina alegre que havia feito planos de estudar na Marinha; de Igor que gostava de futebol, torcia pelo Flamengo e jogava na Escolinha do Vasco. E de  tantas outras adolescentes sonhadores.
Ela morreu naquela escola de merda” gritava dentro do hospital dona Suely, mãe de Géssica. Familiares e amigos ficaram imersos no desespero, na revolta, na dor e na perplexidade. Como foi possível isso acontecer? Podíamos ter evitado? Como?
- “Poderia ter sido um de nós, um de nossos filhos” – escreveu uma leitora do Globo, sem atentar que foram doze de nós, doze de nossos filhos. Por isso é que o Brasil inteiro se sentiu ferido com os tiros disparados por Wellington, que atingiu a todos nós, embora com intensidade diferente.
O presidente do Senado, José Sarney, sempre ‘brilhante’, sugeriu que “o governo deve, a partir desse episódio, reforçar a segurança dentro das escolas brasileiras e até mesmo incluir no currículo um item chamado segurança”. Outras sugestões foram feitas: instalação de câmeras, detectores de metal, catracas, guaritas, porteiros armados. Por que não canhões? Ou fossos ao redor como nos castelos feudais? Isolar a escola da comunidade onde está encravada é alguma garantia de segurança?
A prefeitura do Rio chegou a iniciar, em novembro do ano passado, a contratação de porteiros para as escolas, mas houve denúncias de que as vagas estavam sendo loteadas através de indicação política, naquele modelo que o Sarney gosta, usa e abusa. Suspenderam as contratações e abriram uma CPI.
O governador Sérgio Cabral, ainda desorientado, diagnosticou o assassino como “psicopata”, como um “animal”, reforçando as palavras de Sarney para quem Wellington é “um fanático”,um fronteiriço, possesso – esta é a palavra – entre a loucura e a maldade”. O diagnóstico dos dois configura ‘exercício ilegal da profissão’.
Quem produziu Wellington? Por que um espetáculo tão macabro, no qual todos somos perdedores? Se não procurarmos responder essa pergunta, outros Wellingtons surgirão, tirando o gostinho dos Bolsonaros por seu linchamento, já que se suicidou.  O diabo é que estamos todos perplexos, confusos. Quem diz que sabe o porquê do acontecido, sinalizando um único fator como a causa de tudo, comete um erro. Uma certeza nós temos: nem o presidente do Senado nem o governador sabem o que dizem.
No meio de tanta dor, não temos ainda a grandeza sequer de dizer: Descansa em paz, Wellington. Desconfio que além das pessoas tocadas de perto pela tragédia, precisamos todos, os 180 milhões de brasileiros, de assistência psicológica. Enquanto isso, só nos resta fazer como os familiares das crianças assassinadas e os moradores de Realengo que nesse sábado deram um enorme abraço na Escola Tasso da Silveira.
Alô, Alô, Realengo, aquele abraço solidário e aquele cheiro no cangote que Wellington nunca recebeu, levando consigo três fiapos de humanidade: o beijo na testa da professora de literatura, a preocupação com os animais desamparados e a retirada de um aluno de sua mira: “fica frio, gordinho, que eu não vou te matar”.
Imagem: http://www.google.com/imgres?q=luto&um=1&hl=pt-br&client=ubuntu&sa=N&channel=fs&biw=1366&bih=567&tbm=isch&tbnid=MbKUnL48uL2irM:&imgrefurl=http://www.grandesmensagens.com.br/frases-de-luto.html&ei=cwejTczlFI2E0QHfi5GYBQ&zoom=1
Post: TC