segunda-feira, 31 de outubro de 2011

METARECICLAGEM - NTE ANANIN


 
O NTE Ananin no dia 27 de outubro, na presença do Diretor Antônio Vaz, entregou cinco computadores à EEEF Machado de Assis de Ananindeua. Esta ação faz parte do Projeto de Metareciclagem desenvolvido por esse NTE. Os computadores são produtos das oficinas de manutenção de computadores ofertadas para a comunidade em geral.
Já foram ofertadas oficinas de manutenção no Centro Comunitário São Sebastião do Júlia Sefer e no Centro Comunitário da Guanabara e uma última oficina em fase de encerramento no próprio NTE.
Esta entrega dos equipamento é uma ação representativa para o nosso NTE. Para que funcionasse o Projeto de Metareciclagem foi necessário um planejamento logístico desde a captação e transporte dos computadores em desuso da SEDUC e de escolas estaduais, armazenamento no NTE , oferta de oficinas de manutenção, recuperação dos computadores e instalação do sistema operacional e por ultimo, instalação dos computadores reaproveitados para uso em escola sem computadores.
Já estamos nos preparando para uma segunda fase de recuperação e entrega de computadores que já estão acondicionados no NTE. Os equipamentos são entregues com configuração básica para utilização de produção de texto, apresentação com slides e acesso à internet com soft livre e sistema operacional Linux.
Agradecemos aos Professores Jeferson da rede estadual e Professor Evilásio da rede municipal de Ananindeua, participantes da oficina de manutenção no NTE, que nos auxiliaram na instalação dos equipamentos EEEF Machado de Assis de Ananindeua.


O que é metareciclagem?

A Metareciclagem é o meio mais seguro e consciente de reciclar o lixo eletrônico, consiste na desconstrução do lixo tecnológico para a reconstrução da tecnologia. Os princípios da Metareciclagem têm por base a desconstrução do hardware, o uso de softwares livres, o uso de licenças abertas e a ação em rede, buscando a formação de uma ideia sobre a reapropriação de tecnologia objetivando a transformação social. Tal conceito abrange uma gama diversificada de possíveis formas de ações como: captação de computadores usados, operacionalização de laboratórios de Metareciclagem, o uso de softwares livres, e a criação de ambientes de circulação da informação através da internet, passando por todo tipo de experimentação e apoio estratégico e operacional a projetos socialmente engajados.
Objetivos:
  • Evitar a proliferação do acúmulo indevido do lixo tecnológico no meio ambiente;
  • Recuperar equipamentos tecnológicos em desuso;
  • Apropriação da tecnologia enquanto ferramenta de expressão, produção simbólica, de domínio do saber-fazer e adaptação à realidade local;
  • Promover a inclusão sócio-digital em comunidades carentes;
  • Reprodução do conceito em outras áreas de interesse.

Lixo eletrônico

A partir da década de 1980, um novo tipo de componente, quando descartado inadequadamente, tornou-se prejudicial ao meio ambiente: o lixo eletrônico. São computadores, telefones celulares, televisores e outros tantos aparelhos e componentes que, por falta de destino apropriado, são incinerados, depositados em aterros sanitários ou até mesmo em lixões. Além de ocupar muito espaço, peças e componentes de microcomputadores feitos de metais pesados apresentam toxicidade para a saúde humana. O chumbo dos tubos de imagem, o cádmio das placas e circuitos impressos e semicondutores, o mercúrio das baterias, o cromo dos anticorrosivos do aço e o plástico dos gabinetes são ameaças concretas que requerem soluções em curto prazo.

O que fazer com ele?

A reciclagem e a metareciclagem são duas formas de tratar esses resíduos; a outra é a substituição de metais pesados por outros componentes menos tóxicos. Se prevalecer o princípio do “poluidor pagador”, a tendência apontada pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que está em discussão, é a de que os fabricantes sejam corresponsabilizados pelos equipamentos descartados e sejam incumbidos de lhes dar um fim ambientalmente seguro.
Existem três opções usuais de descarte para o lixo tecnológico:
  1. Doá-lo para instituições de caridade, comitês de democratização da informática ou para reciclagem;
  2. Devolvê-lo ao fabricante (quando este aceita);
  3. Vendê-lo com o valor a baixo do adquirido.

Post: Marco Aurélio

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