sexta-feira, 25 de novembro de 2011

"Ter computador na escola não basta. Deve-se buscar o bom uso da tecnologia"

    Formar jovens aptos a lidar com as novas exigências deste século é uma meta que será alcançada com uma transformação sistêmica da Educação, com intervenções no ambiente escolar e no currículo. 
    As exigência e oportunidades relacionadas às tecnologias hoje são enormes para todos os países. Para lidar com isso, é essencial pensar em meios de desenvolver nas escolas as habilidades que as crianças precisarão para enfrentar o século 21, como pensamento crítico, capacidade para resolver problemas e tomar decisões, boa comunicação e disposição para trabalho colaborativo. As nações que trabalham para integrar essas novas habilidades à prática escolar e propiciam, por exemplo, uma relação mais próxima entre professores e alunos e um atendimento quase personalizado às necessidades deles têm mais chance de avançar. Em vários países,  o sistema político dá suporte à transformação sistêmica na Educação. O mais importante é garantir que todas as crianças tenha acesso ao ensino e a tecnologia de forma igualitária.
    O exposto acima é da Profª. alemã Martina Roth, que defende uma transformação do processo de ensino e aprendizagem que prepare as crianças para enfrentar as novidades do século 21, com um currículo em que os projetos substituam as aulas. Roth é mestra em Pedagogia, doutora em Filosofia e Pesquisadora de Política de Educação da emprega de tecnologia Intel. 
    Roth, afirma que temos duas saídas. O docente pode usar o computador apenas para preparar o material para as aulas. Mas ele também pode se valer da tecnologia para estabelecer uma metodologia diferente, um novo tipo de relação com o aluno. A tecnologia permite o trabalho individual e em grupo de maneira eficaz. O aluno, quando está em casa, consegue se comunicar com o grupo da escola, os pais podem observar seus avanços e o processo de aprendizagem ocorre de forma mais natural e espontânea. O estudante fica em contato com o conhecimento não apenas no período em que está na escola, mais também no restante do tempo.É claro que, no caso dos professores, há uma transformação cultural importante acontecendo e toda transformação exige algum nível de esforço. 
    De que forma as tecnologias interferem no currículo? Para Roth, as tecnologias permitem um novo olhar sobre o currículo. Possibilitam acesso a materiais de todo o mundo. Mas não basta dar liberdade para que a turma explore tudo isso. É fundamental guiar o aluno nesse processo, ensinando-o a usar as informações, a tirar conclusões com base nelas, definir o que é prioritário em cada caso, estabelecer uma colaboração em diversos níveis.

Saiba mais; www.novaescola.org.br


Post: Téo Sanches


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