segunda-feira, 11 de junho de 2012

EU! EU! EU!


Alguém vive de arte?
Olho para trás e vejo que todas as opções que fiz na carreira profissional e na vida verdadeira"..(todo nós, hoje temos uma vida virtual... queira ou não queira..) não foram muito pensadas, mas não posso negar que a fotografia teve um peso relevante nas minhas decisões e para além disso, não lembro de insucesso quando a fotografia foi determinante na minha escolha.
No começo de 2009, durante uma aula de arte, uma aluna do ensino médio da E E E F M Paulo Fonteles, no bairro da Pratinha, periferia de Belém, me fez o seguinte questionamento: Alguém vive de arte?  De imediato respondi, com aparente convicção: EU!  E porquê hoje reconheço que era aparente a minha convicção? Primeiro porque eu não tinha convicção"..." naquele momento era necessário aferir algumas opções fundamentais que tinha moldado a minha vida; segundo: quem me conhece sabe que eu falo muito e esta resposta não condiz com a minha maneira de responder diante de tão séria questão. Se hoje tenho a liberdade reconhecer que naquele momento não tinha convicção, aproveito esse momento, passado todo esse tempo, para responder com toda segurança: EU! EU! EU!


FINAL DA OFICINA DE FOTOGRAFIA – NTE ANANIN
  Trato desse tema para reverenciar, com muito carinho, os 20 cursistas que participaram da oficina de fotografia no NTE Ananin, nos dias 11, 12 e 13. No primeiro dia da oficina, propus que no final dos três dias pudéssemos mudar a expressão “tirar foto” para “fazer fotografia” acho que a maioria percebeu a diferença, a produção fotográfica da oficina comprova essa minha afirmação.
Durante a oficina, além das informações possíveis de ser repassadas, sempre tentei ressaltar a importância da intencionalidade; da busca por um resultado desejado. O fotógrafo tem que narrar com a força autoral as crônicas diárias, viver o prazer de fotografar e reconhecer a intencionalidade no resultado alcançado.
Uma tema recorrente e obrigatório é a percepção visual, capacidade que todos tem ou podem desenvolver. É a habilidade de se perceber no mundo e de traduzir em um olhar organizado (uma fotografia) em benefício da vida social, da vida cotidiana.
Numa oficina de fotografia desse molde, muito curta, não podemos perder tempo com o equipamento é necessário mostrar que na prática o que existe de diferencial é o reconhecimento dos códigos da linguagem fotográfica que interagem com eloquencia, com a poesia e com a música – E quem busca um curso, uma oficina de fotografia quer suplantar o efêmero do clic...  este indivíduo sabe que com uma câmara ou um celular pode expressar, demostrar “seu ponto vista”  de uma sociedade narcisista que se deixa fotografar sem pudor para uma exposição permanente e  superficial da era internet.

Revelação: a opção de ser professor de arte, fotógrafo (viver de arte... rsrsrs) foi muito mais mediada pela poesia do que pelas artes plásticas.

Marco Buro

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