quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Quem é o novo professor?


Analisa-se a didática, a metodologia, a gestão escolar, o contexto tecnológico, mas ainda assim, hoje, se o aluno não aprende o conteúdo, o professor acaba sendo o principal responsável. Afirmações como essa, são comuns a muitos educadores na contemporaneidade. Nas salas de aula atuais, além de cumprir o currículo escolar, é preciso saber como o aluno aprende e vencer o desafio de entender os jovens e seu novo processo de aprendizado. Para isso debater tais questões, convidamos a doutora em Comunicação e Sociabilidade, Sra. Telma Johnson e a mestranda em Teoria da Literatura, Sra.Renata de Cabral e Castro.

Por
Telma Johnson, doutora em Comunicação e Sociabilidade Contemporâneas, mestre em Jornalismo Digital e especialista em Gestão Estratégica da Informação. Autora de livros e artigos científicos sobre mídias digitais e pesquisa mediada por computador.

A reflexão crítica sobre o papel do professor na contemporaneidade traz, em seu bojo, um conjunto de questionamentos sobre o que muda e o que permanece em relação às práticas pedagógicas diante das novas tecnologias da informação e comunicação. Essas práticas no atual contexto sócio-histórico-cultural certamente estão em processos de mudanças e rupturas, mas também incorporam traços característicos de continuidades e regularidades.

Um pressuposto que assumo aqui está diretamente relacionado com a noção de contemporâneo, como defendida pelo pensador italiano Giorgio Agamben. Em breves palavras, Agamben observa que poucos homens são contemporâneos, face à dificuldade de se distanciar de um pensamento temporal cronológico para se aproximar de uma ideia de temporalidade em que passado, presente e futuro não são instâncias separadas, estanques, mas intimamente entrecruzadas e referenciadas. O presente, nesse sentido, carrega a força de um passado e, simultaneamente, antecipa um futuro.

Essa breve digressão é para dizer que valores tradicionais das práticas docentes, entre eles o domínio de determinado campo do saber, a transmissão de conteúdo e a construção de novos conhecimentos não mudam. Não mudam também princípios como flexibilidade, humildade, compaixão e paixão pelo fazer educacional. São continuidades, mas o professor contemporâneo também enfrenta desafios quanto à ruptura de uma visão tradicional que não reconhece a importância da construção coletiva de conhecimento, da sala de aula como espaço de interação social, trocas de experiências situadas contextualmente.

Um dos caminhos para superar esses desafios está diretamente relacionado à capacidade de os professores se renovarem e procurarem manter-se atualizados quanto às novas tecnologias, que permitem estabelecer, no ambiente da sala de aula, um diálogo permanente com a realidade, e vem sendo amplamente aceita e utilizada pelos alunos. Os espaços colaborativos on-line, as nossas possibilidades de participação e criação dos cidadãos comuns podem, e devem ser, estimuladas como novas estratégias tanto de ensino como de desenvolvimento na construção da cidadania.

Post: Giselle Bezerra

Um comentário:

Léa Paraense Serra disse...

Ao vivo online acontece um Debate sobre Redes Sociais

http://www.youtube.com/watch?v=WasuRlv2mew

Acho que ajuda, estimula como nova estrategia.

Parabens pela postagem do artigo.