terça-feira, 4 de outubro de 2016

OFICINA DE FOTOGRAFIA NA UFPA


O NTE Ananindeua participou do “I Encontro de Letramento digital no ensino Formação inicial docente” promovido pelo centro de Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e linguagens da UFPa. Neste evento, o NTE promoveu a oficina: “O uso da fotografia no ensino dos anos iniciais” ministrada pelo formador Marco Buro.
Thomas Baccaro - Fusão
No cotidiano da sala de aula, o processo de comunicação proveniente da utilização das imagens fotográficas como material de apoio didático, pode viabilizar uma prática educacional mais direcionada à formação de cidadãos críticos, desde que, na linguagem da Comunicação Visual o conceito de Educar transmude para Ensinar a olhar. Num mundo onde vivemos rodeados de imagens, o fundamental é saber interpretá-las (e produzi-las), de modo que, ao observar uma imagem, o indivíduo seja capaz de desvendar seus vários sentidos”. (FOTOGRAFIA COMO SUPORTE DIDÁTICO PARA PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL - Waleska Dacal Reis (Secretaria de Estado da Educação/AL). www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/.../Fotografia.doc)
O texto de Waleska Dacal Reis, foi usado como base teórica na oficina para estimular a utilização da fotografia como protagonista na construção e desenvolvimento de conhecimento. A fotografia ainda é usada na escola como gravuras que ilustram aulas e materiais didáticos, relegada a um papel coadjuvante na educação dos nossos alunos. Notadamente, a popularização da fotografia digital com celulares ainda não sensibilizou professores e pedagogos do potencial da fotografia como linguagem e como expressão dos nossos alunos que fazem intenso uso da fotografia no seu cotidiano através das redes sociais.
A oficina foi direcionada para professores recém-formados e a nossa esperança e que esse tema seja colocado nas pautas de discussões. Durante a oficina foi sugerido atividades com uso da fotografia de forma interdisciplinar, na produção e fruição. (Fruição - considera-se não somente o acesso aos bens artísticos, mas aos modos de apreensão e articulação de significados a partir de uma experiência estética marcada pela interdisciplinaridade e pelo uso de diferentes aportes técnicos – luz, ângulo, perspectiva, composição, planos, textura, foco e movimento).
Precisamos repensar o uso da fotografia em sala, com maior autonomia na construção de conceitos e na capacidade comunicativa da imagem, rompendo com a visão tradicional onde a fotografia é usada de forma meramente ilustrativa nos conteúdos verbalizados.

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